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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O Futuro nos espera... mas não sem a sua ajuda!



Praticar artes marciais, de qualquer tipo, significa tornar-se responsável pelo seu próprio futuro.

Tenha essa prática a importância que for dentro de um vida, quem a mantém sabe que a experiência e a dedicação, na dose certa, levarão a um resultado ímpar, diferente de quase tudo que uma sociedade veloz como a nossa prioriza. Isso não é romantizar o treinamento, que definitivamente é árduo, apenas reconhecer o quão diferente são os praticantes.

Essa distinção de quem se dedica a artes marciais (quem dirá as sul-asiáticas, tão novas ainda no Brasil) nos torna um grupo muito especial e, por que não, com grande potencial de coesão. Treinar, trocar e aprender com alguém cria elos também únicos entre nossas relações diárias.

Mas, tem seus desafios: é difícil inovar. Se alguém sabe disso, é a FIAMEK.

Em 2005, quando artes marcias filipinas ainda eram totalmente desconhecidas, o núcleo atual da federação já se agitava para voltar a receber o primeiro Mestre de FMA a visitar nossa terra, em 1986: o Tuhon Greg Alland, da Kali Silat Sinatirsiawalli e fundador da World Kali Silat Society.

Em 2010, já tendo recebido o Tuhon Greg 4 vezes, voltamos a inovar com a vinda do primeiro Mestre de Silat a visitar o Brasil, o Guro Besar Jerry Jacobs (que estará de volta em Maio - aguardem notícias!) para dois dias de lições inéditas no Rio de Janeiro.

Em 2012, expandimos a 5ª visita do Tuhon Greg e fomos até Belo Horizonte, com número recorde de participantes. Ainda em 2012, vários experimentos com as regras de competição foram feitos e, também inovando, recebemos a primeira edição oficial do Tour Fisam Brasil, com diversos cursos do Instrutor Davide Lupidi no Rio de Janeiro e, nesse final de semana, em Belo Horizonte.

Posto assim, em números e adjetivos, parece fácil - não é. Há custos que se paga bem adiantado, há translados e hospedagem a serem arranjados, há desistências de última hora que prejudicam a organização. 

Da identificação desses desafios nasceu a FIAMEK: uma federação comprometida em facilitar aos grupos interessados a esquematização e promoção dos eventos. 

Só que há uma participação imprescindível: VOCÊ! 

Filiar-se a FIAMEK é dar fôlego a um futuro que só tem a nos beneficiar. É fazer uma pequena parte para garantir a continuidade de todo esse legado, que como relatei, tem muito mais tempo do que a própria Federação.

Por isso, se ligue:

VOCÊ QUE JÁ É FILIADO, REFAÇA O SEU CADASTRO EM fiamek.org/index.php?secao=cadastro E PAGUE SUA ANUIDADE!

VOCÊ, QUE AINDA NÃO É, INSCREVA-SE E FAÇA PARTE DESSE SELETO GRUPO!

Temos novas modalidades de filiação, novas formas de pagamento e parcelamento e novas vantagens. Se você se dedica a treinar, dia após dia, semana após semana, não perca essa oportunidade. Inscreva-se!

Mabuhay.

-- 
Sinceramente,

Daniel Villela Runkel de Sousa

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fontes e premissas


Arnis ou escrima? Kali ou Kalí? Panggamut ou panantukan? Silat ou dumog? Não é raro que tais perguntas apareçam em fóruns e espaços de redes sociais, além de preencherem a caixa de email de muitos professores de Artes Marcias Filipino Indonédias (AMFI). Claro que há definições mais precisas para cada uma delas, e muitas são claramente diferenciáveis, mas por vezes a confusão e o excesso de termos causa atrito entre escolas.

O nome de cada arte deve, por indução lógica, se relacionar com o desenvolvimento das técnicas nela ensinadas e com os indivíduos que as inspiraram ou conceberam. Isto não é difícil de compreender, mas por vezes engana. Por exemplo, o Kali Kilat é muitas vezes interpretado como uma escola nomeada pela aliteração da palavra Silat, quando na verdade se baseia no sistema ensinado pelos descendentes de Leon Kilat, herói da revolução Katipunan.

Triste, porém, é observar o desejo vaidoso de alguns de fabricar histórias para justificar a superioridade de um nome sobre outro, levando tal “credencial” para as técnicas de seu estilo. Muitos dos que começaram a praticar a arte marcial na vida foram levados a crer em histórias heróicas e pouco objetivas, acerca de personalidades que representavam o espírito guerreiro e a grandiosidade de tal arte. As AMFI não são diferentes.

Como presidente da FIAMEK meu compromisso se dá com a cultura marcial filipino-indonésia e com os praticantes e escolas filiadas. Vejo então como imperativo alertar aos novos praticantes e aos antigos da tolice que é repetir histórias que não se pode provar nem mesmo referenciar, principalmente no que tange os nomes e símbolos. Vocês observarão, no Blog e futuramente no site da FIAMEK, que todos os textos são referenciados e todos os créditos são dados aos autores.

Da mesma forma que pessoas com nomes fortes não são automaticamente ativas, líderes ou poderosas, o praticante constrói o nome de sua arte. Sua conduta, suas palavras e o respeito que ele oferta aos que estudam outra linhagem (seja ela milenar ou recém-formada) irão colorir a imagem de sua arte. O invencionismo é normalmente acompanhado do anonimato e tanto a origem falsa quanto o boato depreciativo são prejudiciais para ouve e para quem fala. Em miúdos: cheque suas premissas e fontes. Ter um nome milenar ou não de nada adianta no combate.

Em alguns dias teremos um artigo sobre o símbolo da FIAMEK, concebido de forma inclusiva e abrangente, para não favorecer qualquer escola ou estilo, mas sim a cultura. Esperamos que o futuro da Federação seja assim, de união e respeito, pois este é o único tipo de sucesso que merece ser comemorado.

Mabuhay, maraming salamat po.